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Gasolina Paulistana

Categoria: , , , , , por Ênio Vital - sábado, maio 30, 2009


cool

Sempre quando você não dá nada pelo rolê, é quando ele mais te surpreende.

Estava eu, num sábado X, sem ânimo para muitas coisas. Já tinha feito sexo a manhã inteira, nada mais me importava para o resto do dia. Não queria balada ou ficar na botecagem por muito tempo, mas algo era preciso ser feito!

Logo, fui para um reduto que é um misto dos dois: a Casa do Mancha.
É ali em Pinheiros, numa viela, uma casa com um quintalzinho, um cômodo coberto para banda e um banheiro. Bem intimista e aconchegante para um ambiente com... sei la! uns 60~70 metros quadrados.

O bar é honesto. Preços camaradas, breja e drinks doces tropicais. O legal é ter uma prima do lado de lá do balcão atendendo você, isso lhe dá uma certa vantagem sobre as demais pessoas.

Bom, eis que estou lá, e eu já fui uma ou outra vez e dessa vez teve comanda, colar havaiano, canudos temáticos havaianos, enfim... quase uma festa temática. Logo, por dedução, eu perguntei "Pô, que banda vai tocar? Vai ser surf music, né?" - como disse no começo, eu fui por ir, pra ver minha prima, tomar uma breja e falar merda... o que viesse além disso, era lucro. A mina que parecia ser ou era wannabe de hostess me disse que ia ser o Gasolines.

Nessa hora, eu fiquei meio apreensivo porque uma mina-da-vida é amiga dos caras e ela poderia estar lá. Por sorte, ela não foi. Pode parecer que coincidências em São Paulo são pequenas e que isso é uma síndrome de perseguição, mas uma vez que o meu vizinho da minha casa em Monte Alto aparece no recinto e ele nunca tinha havia ido lá, tudo é possível!

Bom, o show começa. Os caras são extremamente técnicos; o foda da música instrumental como um todo é que você tem que marcar o ritmo da música de alguma forma para lembrar quando entra tal riff ou solo, pois tudo fica mais fácil quando se tem um vocal, a cada trecho da letra da música você sabe quando e como fazer o que. Enfim, surf music é na sua grande maioria ausente de letras e com os Gasolines não foi diferente. Mas lá estão eles, os quatro integrantes quase que sicronizados balançado a cabeça para manter o ritmo. Isso é uma externação de como os caras são bem afiados!

Eles começaram em 1993, têm quatro albuns. Infelizmente, não tive tempo para ouvi-los e descobrir qual é o melhor. Porém, no tramavirtual, há todos e estão disponível para download as músicas e com mais informações respeito da banda, o link é: http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=1781

A inquietude deste que vós escreve, o levou a procurar na internet mais informação sobre a referida banda e acabei por descobrir uma organização à la maçônico das bandas nacionais de surf music, a tal Reverb Brasil. Nunca tinha ouvido falar e prometo fazer um post escrevendo mais sobre isso logo menos. Lá há conteúdo de muita coisa, porém escolhi uma compilação deles -muito boa por sinal! - feita em 2003, mas só lançada em 2006 para ser a cereja do bolo deste meu post.



01. As concubinas mecânicas do Dr. Karzov - Retrofoguetes
02. Destrua meu chip quando eu morrer - Go!
03. Octopunch - Orestes Prezza
04. Pigrizia - Gasolines
05. Kozmic Gorillas - Kozmic Gorillas
06. Triste fim de Josefel Zanatas - Cochabambas
07. Surfista anônimo - Maremotos
08. 120 - Netunos
09. ET de Varginha - Estrume’n’tal
10. Vegas - Ambervisions
11. Sadomasofucker - thesurfmotherfuckers
12. Ultimate - Huntington Bitches
13. O avanço da robótica - Retrofoguetes
14. Visite nossa cozinha - Ambervisions
15. Kursk, o submarino atômico - Limbonautas
16. Tubarão - Estrume’n’tal
17. Fuca bala - Cochabambas
18. L’@ - Orestes Prezza19. Maremoto - Maremotos
20. Salve Silvio - Limbonautas21. Aloha, Pancho! - Netunos
22. El duelo de chiuauas - thesurfmotherfuckers
23. Sunbathing - Kozmic Gorillas24. Amperagem máxima - Go!
25. Fetiche bizarro - Huntington Bitches
26. Ojos negros - Gasolines


Download pelo site Reverb Brasil

 

1 comment so far.

  1. Caíque 1 de junho de 2009 14:14
    É o Dito Trombada surfando???

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