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GAME OVER

Categoria: , , por Ênio Vital - terça-feira, setembro 16, 2008
Ainda me lembro bem da primeira vez que ouvi Metallica. Não era um dia normal, uma reunião qualquer de família para aniversários ou algo do gênero quando os primos ouviam juntos um recém comprado 'Load'. Eu era apenas um garoto que começava a ouvir rock, e aquilo era de longe o que de mais agressivo eu havia escutado até então. Talvez por achar difícil entender o ponto de vista dos fãs mais xiitas que pregam um impiedoso e cruel boicote ao Metallica desde meados dos anos 90, principalmente quando se tem em vista obras como o 'S&M' pelo caminho. É claro que com o tempo é muito óbvio que os trabalhos dos anos 80 têm uma energia e vontade completamente diferente dos atuais, mas quem aguenta fazer 20, 30 anos de banda tocando os mesmos riffs? É isso, o jogo acabou, o Metallica é simplesmente a maior banda de heavy metal de todos os tempos – porta de entrada para uns 90% de todos aqueles jovens como eu para o estilo, tendo realizado os discos mais importantes do estilo, os divisores de água. Acabou, o jogo acabou.

O que leva esses quarentões a continuarem fazendo música pesada já podres de ricos, com angústias totalmente diferentes daquelas que lhes instigaram a começar tudo? A resposta que escolho é a mais heavy metal possível: Ego. O ego de James, Lars e Kirk está abalado desde o 'Black album'. Isso fica claro em 'Some Kind of Monster', convenhamos. Se o infame documentário de dois anos atrás funciona como uma terapia, 'Death Magnetic' é a apoteose de tudo isso, algo como o make-up sex extremo. Vai ser difícil achar uma classificação melhor do que a dada pela revista Rolling Stone nos EUA. 'Death Magnetic' é como a invasão russa à Geórgia – o despertar violento de um gigante adormecido. Em tese não deveria ser possível abrir um sorriso ao ouvir riffs como os 'Broken, Beat and Scarred' (segunda pancada do álbum), mas quando se trata da volta da melhor banda de heavy metal do mundo à sua melhor forma é difícil não fazê-lo. Muitos fãs ainda irão classificar esse disco como ruim, ou mesmo como bom mas não aos pés de qualquer outro. Penso que isso irá passar, abaixar a poeira como num Iraque bombardeado para aí sim vermos a verdadeira identidade deste que é o trabalho mais agressivo e cheio de identidade da banda desde o '...And Justice For All'. Muitos criticaram 'Fade to Black' uma vez. Outros mais consideram o próprio 'Justice...' massante. Idéias como essas não resistem à qualidade de uma música feita com o coração (ou seriam tripas?).

'Death Magnetic' vale a pena do início ao fim e traçar muitas comparações só irá tornar esta resenha um tanto quanto paga-pau. Não adianta dizer que lembra um 'Master of Puppets'. Se fosse lançado nos dias de hoje com certeza 'Master..' iria soar desajeitado, fora do lugar. 'Death Magnetic' acerta em todos os sentidos, é uma bateria anti-aérea derrubando os velhos caças russos de 30 anos atrás no Iraque. É pura brutalidade no tom certo para os dias de hoje, e quem sabe pode se tornar uma referência em como fazer heavy metal para o futuro próximo. O jogo terminou, o Metallica venceu.


Metallica - Death Magnetic

1. "That Was Just Your Life"
2. "The End of the Line"
3. "Broken, Beat & Scarred"
4. "The Day That Never Comes"
5. "All Nightmare Long"
6. "Cyanide"
7. "The Unforgiven III"
8. "The Judas Kiss"
9. "Suicide & Redemption"
10. "My Apocalypse"


Qualidade: 320kbps
Download via Rapidshare
A Rapidshare está deletando fácil e rápido os links sobre esse album. Pois bem, se o link expirrar, avise-nos pois estaremos upando novamente!

Caio Proença é o dono desta resenha e é meu broder de Belém do Pará! Mandou bem em mais uma resenha para o blog! Valeu!

 

1 comment so far.

  1. Adriano Paiva 14 de dezembro de 2009 às 17:27
    o link foi deletado
    upa de novo
    abraços

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