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TUDO MISTURADO

Categoria: , , por Ênio Vital - segunda-feira, junho 30, 2008


O Beastie Boys é um grupo nova iorquino composto por três rappers e instrumentalistas: Michael "Mike D" Diamond, Adam "MCA" Yauch e Adam "Ad-Rock" Horovitz, brancos e judeus além do dj Michael "Mix Master Mike" Schwartz.

Agora, para mim, eles são a maior incógnita da história musical. Por mais que eles sejam totalmente grudados na cultura hip-hop e seu sucesso derivado do rap, nunca fugiram da inovação própria. Ano que vem, eles completarão 30 anos de projeto e se você pegar tudo que eles fizeram, não há uma linha lógica sobre o trabalho deles, cada momento eles tiveram uma saga diferente e - você pode ter certeza - que cada fase desta foi muito boa.

Por esse e outros motivos que pretendo falar em resenhas futuras dos B.boys que a maior burrada do pessoal ter, em 2006, levado o show deles só em Curitiba e no Rio sendo que o maior expoente hip hop é São Paulo, não levaram. Nem preciso dizer que não fui e fiquei putíssimo pela tamanha ignorância dos organizadores.

Falei, falei e ainda não falei do disco, né?
Como eu não fiz a lista dos melhores de 2007 no começo de 2008 e a pessoa a quem pedi não adicionou e/ou elegeu como um bom disco do ano. Eis que, eu tentarei consertar a cagada seis meses depois pois, no ano passado, o B.boys causou mais uma vez com seus fãs ao anunciar que o seu sétimo disco de estúdio seria - acredite se quiser - inteiramente instrumental.

"The Mix Up" é um disco enraizado no soul-jazz com pitadas de post-rock e vice-versa. Não possui samples nas músicas. Diferentemente do "The In Sound From Way Out!" que foi uma compilação e possuia maior elaboração. Normalmente, as pessoas acham discos instrumentais chatérrimos, broxantes e tediante, por sorte, isso não acontece nesse. Posso garantir, é um dos discos mais deliciosos lançados no ano passado! Haja visto que ganharam o Grammy na categoria de "Best Pop Instrumental".

Sempre o escuto quando vou ao banco, viajar, dirigir ou qualquer outra atividade que necessite de paciência e/ou precisarei esperar/ter calma com algo. Pois, você nunca sabe qdo música instrumental acaba e você nunca decora ela e vai passando, passando, passando e você não se dá conta que já foi o disco todo e, se todo o disco passou, foi-se 42 minutos de paciência, espera e calma.

Claro, falar de um disco instrumental não é fácil pois não há muito o que se comentar e termino por aqui!

1. B For My Name
2. 14th St. Break
3. Suco De Tangerina
4. The Gala Event
5. Electric Worm
6. Freaky Hijiki
7. Off The Grid
8. The Rat Cage
9. The Melee
10. Dramastically Different
11. The Cousin Of Death
12. The Kangaroo Rat


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Fechamento para balanço.

Categoria: , , por Ênio Vital - terça-feira, janeiro 22, 2008
Mais um ano termina e, sendo assim, se torna inevitável uma lista sobre os melhores discos do ano. Infelizmente, não pude escutar muitos discos nesse ano devido a minha ocupação de vestibulando(vida de cursinho sucks!). Em todo caso, eu elegi um broder que escutou vários cds deste ano e entende muito de música! A eleição destes melhores foi baseada numa discussão entre mim e ele do que se entende por "discustível"(gosto musical) e "indiscutível"(os fatos), por isso a ordem deles pouco importa.

Sem mais delongas, aí vai a lista:


1) Battles – “Mirrored”

Em um ano cheio de boas “voltas dos que não foram”, o álbum de maior de destaque foi, sem a menor sombra de dúvidas, a estréia dos Battles.
Liderada pelo filho do jazzista Anthony Braxton, Tyondai Braxton e com performances matadoras do baterista John Stanier, ex-Helmet, o Battles é uma banda de tirar o fôlego. Na evolução das músicas, é uma sucessão sem fim de mudanças de ritmos e de encontros e desencontros instrumentais que o ouvinte muitas vezes parece ficar perdido. Mas tudo se encaixa perfeitamente, não há nada fora do lugar.
Eu costumo dizer que, para que eu goste de uma música, ela precisa me tocar de alguma forma. O que dizer de músicas que te carregam sem você perceber e, quando você cai em si, ela já está te jogando de um lado para o outro sem que você consiga ter mais autocontrole? Só se consegue voltar para o chão quando ela termina. E é aí que você quer que tudo recomece.
Músicas como “Atlas”, “Tonto” e “Race Out” fizeram deste ano uma época muito mais prazeirosa (e diferente) de se viver.










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Senha: comunidadetuga.com



2) Radiohead – “In Rainbows”

E o Radiohead voltou a fazer boa música...
Não que algum dia o Radiohead tenha feito música ruim, mas o fato é que somos eternas viúvas do “OK Computer”.
Depois de bastante tempo sem gravar algo novo e de um disco irregular, finalmente a volta aos bons tempos.
Não consigo avaliar com tanta facilidade se esse álbum é uma volta aos bons tempos do “The Bends” e do “OK Computer”, como muitos disseram. Nem se ele é um “resumo da carreira” da banda, como escreveram muitos outros. O fato é que a banda está em plena forma.
Destaque para o rockão “Bodysnatchers”, a linda “House Of Cards” e a matadora “Jigsaw Falling Into Place”, melhor do disco.
Agora é torcer para eles finalmente virem para o Brasil


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senha: http://www.2baksa.net/






3) Queens Of The Stone Age – “Era Vulgaris”

Se existe uma banda que nunca fez um disco sequer ruim, essa banda é o Queens Of The Stone Age.
A impressão que dá é que a cada disco o som dos caras foi ficando mais “pop” (exceção è seqüência “Rated R”/“Songs For The Deaf”), mas isso de forma algum tem tom de crítica.
“Era Vulgaris” é o disco com mais “hits” de 2007. Do começo ao fim, não tem nenhuma música ruim.
Se fosse para avaliar o disco com músicas mais legais do começo ao fim, talvez esse seria o disco do ano. O único senão é que a fórmula começa a ficar um pouco repetitiva. Mas é a marca dos caras e nós, fãs, não temos do que reclamar.


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4) Interpol – “Our Love To Admire”

Depois de uma estréia matadora e de um disco meia-boca, o Interpol reaparece com um grande disco.
Repito aqui o que já disse em relação ao Queens Of The Sonte Age: “hits” seguidos de “hits”, com o senão de repetir a fórmula.
Não recomendado para quem busca coisas realmente novas, mas sem dúvidas um ótimo álbum.
E com ganchos como “Heinrich Maneuver” e “Mammoth”.

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5) Clap Your Hands Say Yeah – “Some Loud Thunder”

Com os naturais percalços da “síndrome do segundo disco”, fato é que o Clap Your Hands Say Yeah passou no teste e fez um grande álbum.
Numa época de revolução nas comunicações e na indústria fonográfica, este álbum, lançado no começo do ano, parece ser do milênio passado. Mas é um dos álbuns do ano.
E, muito provavelmente, “Satan Said Dance” é a música do ano. Pronto, falei.

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6) Of Montreal – “Hissing Fauna, Are You The Destroyer?”

Definitivamente, eu não serviria para ser “descobridor de talentos musicais” de uma grande gravadora que estivesse procurando uma nova estrela pop fenômeno de vendas.
Para mim, nada é mais pop e passível de produzir hits do que este álbum. Vide “Heimdalsgate Like A Promethean Curse” e “A Sentence Of Sorts In Kongsvinger”. Apostaria todas as minhas fichas nele.
Não que ele tenha sido um fracasso nem nada do gênero, mas eu coloco este álbum no mesmo patamar pop que qualquer boy band ou qualquer Britney Spears da vida. E isso não é, de forma alguma, crítica, mas um grande elogio. Afinal, todos estamos aqui para isso, não? Não entendo essa onda de que o que é difícil é melhor e o que é fácil é sem graça.
Aliás, está em tempo de jogar ele mais para cima na lista?
Para ouvir no carro, dançando e passando ridículo no trânsito.

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Observações: viciei esse ano em dois álbuns que, infelizmente, não podem entrar na lista pois são do ano passado: “Seres Verdes ao Redor” do Supercordas e “Back In Black” da Amy Winehouse. Fica a dica.

Cassius Matheus Devazzio