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A TODO VOLUME

Categoria: , , , , , por Ênio Vital - domingo, setembro 13, 2009

"It Might Get Loud" é, de longe, um dos documentários mais interessantes sobre música que já ouvi falar. Ele estreou em Setembro de 2008 no Festival de Toronto no Canadá e, semana passada, começou no circuito comercial dos EUA. Sabe-se-lá se virá para o Brasil(creio que virá direto em DVD) ou só nos restará torrent. Enfim, deixarei-os informados sobre isso.

Reunir três ícones de gerações diferentes: Jimmy Page, The Edge e Jack White. De antemão, cria uma curiosidade(e ansiedade?) para assistir o documentário de Davis Guggenheim, diretor de "Dia de Treinamento" e "Uma Verdade Inconveniente". Mas, mais só que os nomes, a forma como é abordado o tema também é melhor. Os três falam de sí, sobre sua época, de como tocam, de que formar conseguiram serem prestigiados em suas respectivas contemporaniedades.

Jimmy Page, fala por sí só, guitarrista de uma das maiores e mais influentes bandas de rock, o Led Zeppelin, vai do rock ao blues, da distorção para o acústico, um guitarrista eficiente, técnico, improvisador, enfim... sem tutibiar, eu falo: não fez uma música ruim nessa vida.

The Edge, tecnicamente, eu não sou muito chegado ao U2, apesar de sempre tê-los ouvidos e conhecer um ou dois discos deles, não vou falar muito e me conter ao que fala o proprio Press-Kit do site do documentário, onde retratam ele como um guitarrista que exarcebou no uso de vários efeitos ao mesmo tempo para criar uma atmosfera dentro da música. Isso foi muito usado pelas bandas que vieram logo após eles.

Jack White, é um guitarrista da minha época. Sou fãzaço dele. Tenho todos os discos do White Stripes e do Raconteurs. Uma constatação disso, dos seis discos que lançou com o White Stripes, três deles ele ganhou o prêmio Grammy de melhor disco alternativo. Sabe o que fazer com uma guitarra, tem uma noção ferranha de como montar uma melodia e hits.

Agora, imagine os três, numa sala... trocando conversa fora sobre seus causos, tocando suas músicas um na frente do outro, falando sobre música. Pois bem, eu tambem estou com vontade de ver. Vamos aguardar, a todo volume, por eles.

 


Perfeita ou não?

Categoria: , , , , , por Ênio Vital - quinta-feira, julho 23, 2009
Eu nunca fui uma pessoa fácil de ser agradada musicalmente em uma primeira escutada. O contato imediato, salvo raríssimas excessões, não me abalam. Nunca sou pego de supetão.

Porém, algumas coisas sempre serão fodas, ESPERNIANADO OU NÃO!

Eu ouvi, pela primeira vez, "Eletric Ladyland"(1968) do Jimi Hendrix em um viagem de 180 quilometros sozinho. Um misto de "On the Road" do Keroauc com "Medo e Delírio em Las Vegas" de Thompson, enfim. Foi uma experiência determinante que culminará em um post mais detalhado para outra vez sobre o disco todo.

Hoje, o meu real objetivo, é o de tornar explícito que consegui descobrir a melhor cover entre tantas covers que sempre quis escrever sobre as adaptações que fizeram em músicas do Bob Dylan - e olhe que os canditados eram muito bons: Rolling Stones, The Byrds, Neil Young e vou parar por aqui.

A descoberta foi "All Along the Watchtower", última faixa do terceiro disco de Hendrix, e a quarta música do "John Wesley Harding"(1967) - oitavo album do Bob Dylan.

Acontece que o senhor James Marshall Hendrix, lapidou uma pedra bruta de Bob Dylan. Ele gravou em Londres com vários ajustes, várias gravações e várias variações que não o satisfazeram do ponto de vista no som de sua guitarra.

Mas, foi só em Nova York que ele conseguiu chegar ao primor, após inúmeras propostas de novas idéias para a nova roupagem do original. Claro, um trabalho assim, por um guitarrista assim, não ficaria para menos.

Há de ser dito, o próprio Dylan diz que a versão ficou tão boa que ele toca ela como uma forma de tributo pela morte de Hendrix e não por ser mais uma composição sua de sucesso. Hoje em dia, a criatura ficou maior que o criador, há quem se confuda se foi mesmo Dylan que gravou ou se foi Hendrix, devido ao sucesso da versão desse último.

Uma referência interessante, essa música está na trilha sonora do filme "Watchmen" com a versão do Hendrix. Além de ter sido inspiração para a música "Joker & Thief" do Wolfmother.

Custo dizer isso, mas creio que essa música seria uma das 10 melhores covers de todos os tempos sobre todas as músicas. Perfeita. ou não?

 


Whiskey irlandês na jarra revisited

Categoria: , , , por joselito - quinta-feira, setembro 04, 2008
Thin Lizzy em 76

Complementando o post do grande Mestrolho, venho aqui falar sobre um álbum que poderia muito bem ser trilha sonora do penúltimo post. Digo isto porque a bandeira do rock alcóolatra e inconseqüente já vem sendo erguida há muito tempo, e por muito tempo os responsáveis por tremulá-la foram os irlandeses do Thin Lizzy.

"Jailbreak" (1976) é mais um daqueles álbuns que inspiraram uma multidão de moleques a montar uma banda. O crunch pesado da guitarra base, o uso peculiar do wah-wah, somados à postura genuína de "tough guy" de Phil Lynott ("The Boys Are Back In Town" faz o serviço) são os principais responsáveis por isto. Hoje, vemos que alguns destes moleques aprenderam muito bem a lição.

Thin Lizzy - "Jailbreak" (1976)

1. Jailbreak
2. Angel from The Coast
3. Running Back
4. Romeo And The Lonely Girl
5. Warriors
6. The Boys Are Back In Town
7. Fight Or Fall
8. Cowboy Song
9. Emerald

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* senha: Rock-With-Izzy666
 


Whiskey irlandês na jarra

Categoria: , , por Mestrolho - quinta-feira, agosto 07, 2008
Minha estréia no blog. Vou começar falando de uma banda irlandesa que fez sucesso nos anos 70. É, lá não existe só U2.

Na minha busca por boas músicas que ainda não tinha ouvido achei recentemente o Thin Lizzy, banda de estilo rock clássico.

Liderada por Phil Lynott, filho de um brasileiro, a banda foi formada em 1969, mas só apareceu para o mundo em 1973, ao gravar o álbum "Vagabonds of Western World", contando com a versão que ficou mais conhecida da música folclórica irlandesa "Whiskey In The Jar" (cuja qual o Metallica fez cover no álbum "Garage, Inc") e com a favorita do público nos shows, "The Rocker".



Mas foi a partir de 1976 que realmente teve destaque, com o lançamento do álbum "Jailbreak", com músicas como "Cowboy Song", "Jailbreak" e "The Boys Are Back in Town" (as duas últimas fazem parte da trilha do filme Detroit Rock City, sendo a última um cover feito pelo Everclear).

Outro álbum de destaque vem em 1977, "Bad Reputation", com destaque para a música de mesmo nome, e em 1978 gravam o ao vivo "Live And Dangerous", sendo este aclamado pela crítica e indicado em 2004 pela revista Classic Rock Magazine como o melhor disco ao vivo de todos os tempos.

Gravam "Black Rose: A Rock Legend" em 1979, um dos álbuns de maior venda da banda no Reino Unido. A partir de 1980 Phil Lynott começa a fazer trabalhos solos e a mostrar problemas com as drogas, problemas estes que só aumentariam a partir daí.

Em 1983 eles lançaram um disco ao vivo de despedida, "Life", e então se separaram. Lynott morreu em 1986, todo fodido por causa do uso contínuo de drogas brutas.