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Shows de meio de ano

Categoria: , , , , , , por Mestrolho - domingo, maio 17, 2009
Nos meses de junho e julho teremos alguns shows gringos interessantes em São Paulo.

Dia 19 de junho a banda indie britânica The Kooks se apresenta no Via Funchal, com preços que variam de R$ 140,00 a R$ 200,00. Eles tem dois CDs lançados, Inside In/Inside Out, de 2006, e Konk (que conta com um segundo CD especial, RAK) de 2008.

The Kooks

Dia primeiro de julho um show que com certeza eu irei. The Gutter Twins, o projeto atual de Mark Lanegan, ex Screaming Trees e Queens Of The Stone Age, e Greg Dulli, ex Afghan Whigs e Twilight Singers, se apresentarão no Bourbon Street (ainda não sei os preços). A dupla tem um album, Saturnalia, de 2008, e um EP que foi lançado ainda no mesmo ano, Adorata. E é bem provável que no show toquem também músicas de suas bandas anteriores.

Dulli e Lanegan

E no dia 18 de julho a cantora estadunidense Cat Power trará suas músicas depressivas ao Via Funchal, com ingressos variando de R$ 60,00 a R$ 300,00. Ela virá acompanhada da banda Dirty Delta Blues para promover seu album mais recente, Jukebox, de 2008.

Charlyn Marie Marshall, mais conhecida como Cat Power
 


Crise my ass

Categoria: , , , por joselito - sexta-feira, março 13, 2009

Parece que os empresários do entretenimento acreditaram na palavra do nosso querido presidente Lula e realmente acham que o reflexo da crise no Brasil nada mais é do que "uma marolinha". Radiohead em março, abril estrelado por Motörhead e Kiss, e para maio, os irmãos Gallagher voltam ao Brasil para mostrar o álbum "Dig Out Your Soul", que por sinal é muito bom. A entrada do baterista Chris Sharrock trouxe de volta um pouco do espírito da era "Definately Maybe". Mais simplicidade, honestidade, menos canções melosas, enfim, mais roque. Eu achava que tudo fosse dar errado depois da entrada dessse Sharrock, afinal o cara tocava bateria na banda do Robbie Williams, o rei das baladas chatas.

Mas os irmãos Gallagher mais uma vez me surpreenderam. Digo mais uma vez, pois já fui de torcer o nariz pro som dos caras, hoje em dia eles não saem do iPod.

O quinteto de Manchester invade o Brasil nas datas:

- Rio de Janeiro - Citibank Hall - 7 de maio
- São Paulo - Arena Anhembi - 9 de maio
- Curitiba - Pedreira Paulo Leminski (saudades) - 10 de maio
- Porto Alegre - Gigantinho - 12 de maio

A venda dos ingressos será feita pelo Ticketmaster e começa no dia 20 de Março, para clientes do Citibank, e no dia 27 de Março, para o resto da rapeize. Também dá pra comprar pelo telefone: (11) 2846-6000 (São Paulo) ou 0300-789-6846 (outros estados).

Enquanto os caras não chegam, clica na capa do álbum e vai dando uma escutada.


 


OASIS SINGLE: Shock Of The Lightning

Categoria: , , , , , por Ênio Vital - terça-feira, setembro 02, 2008

LIAM GALLAGHER EM PERFOMANCE

Eu sei, quem deveria estar fazendo esse post era qualquer outra pessoa que eu conheça e que realmente goste de Oasis. Porém, essas pessoas não sabem administrar direito o tempo delas(ou não sabem escrever) e deixariam essa notícia passar até que ela se tornasse ultrapassada e velha.

Pois bem, talvez nem todos saibam, o Oasis lançarão seu sétimo disco de estúdio no comecinho de outubro sobre o título de "Dig out your Soul". E, no dia 15 de agosto, o primeiro single - The Shock Of The Lightning - foi lançado nas rádios irlandesas e inglesas. Desnecessário dizer que isso foi um precursor para que os fãs de oasis arregassassem as manguinhas e jogassem na internet para compartilhar com o resto do mundo.

A Música em sí está com qualidade expecional de 320kbps! Não parece que foi ripada de rádio, é uma qualidade de música de album! Sobre o single, eu achei o começo muitoooooooo parecido com músicas do Blur. Fora essa introdução, eles seguem com um rock propulsor até chegar no refão 'Come in, come out' à la Definitely Maybe que consagra e consagrou a banda até os dias de hoje.

O guitarrista e, as vezes, tecladista da banda, Gem Archer, disse a respeito:
"Noel literally just played it the night before [it was recorded]. Did a little one-man-band job, played the drums, the bass, the guitar, sung it and came back up the stairs."

Download via Rapidshare
senha: over-tunes.blogspot.com

ps: valeu cyn

 


Urban Hymns

Categoria: , , , por Ênio Vital - domingo, junho 22, 2008

O projeto do frontman Richard Ashcroft, juntamente com Nick McCabe (guitarra), Simon Jones (baixo), Simon Tong (teclados e guitarra) e Peter Salisbury (bateria) são o grupo britânico The Verve que, em 1997, lançou o seu terceiro e último disco de carreira que logo se tornaria um dos mais importantes da década de 90 chamado "Urban Hymns".

Em idos de 1995, o movimento "Britannia Cool" contagiava a tudo, principalmente o Britpop, liderado por Oasis e Blur, seguidos por Pulp, Suede, Supergrass que brigavam para estar no topo das listas inglesas e, no meio disso tudo, os integrantes do Verve resolveram dar um tempo - para não dizer o pior.

Como dizem: "Se você está no meio do olho do furacão, você não enxerga que está nele". Então, eles voltaram e se juntaram para gravar "Urban Hymns" usando, tentando e experimentando a fórmula do Britpop que até ali não se mostrava consolidada. Até que, três meses de produção à base de aditivios ilegais que eles descreviam como uma espiritualidade extra os acompanharam para criar uma lacuna que faltava no som deles e no britrock: a psicodelia.

Para alguém que caiu aqui de para-quedas e nunca ouviu Verve ou faça idéia do que seja. É escutar a primeira faixa do disco, a majestosa "Bitter Sweet Symphony", um hit conhecido entre todo os dois lados do Atlantico e é a música mais conhecida da banda. Cabe dizer que ela alavancou o sucesso de vendas deste album. Daria para fazer um post sobre ela por vários motivos que rodeiam: créditos de Mick Jagger e Keith Richards, uso contra vontade do Verve em comerciais da Vauxhall Motors e Nike, problemas de legalidade e está no final do filme "Cruel Intentions".

Prosseguindo, "Sonnet" é uma baladinha apaixonante bem bonita e exatamente o que não ocorre em "Drugs Don't Work" uma letra de coração partido clássica apesar de ambas possuirem o mesmo esquemão de acordes simples com: violões e guitarras distorcidas. A quinta música do disco, "Catching The Butterfly", é a minha favorita pela "carga psicodélica" que ela carrega, uma letra que discorre sobre uma piração com uma melodia que começa com barulhos de submarino(influencia psychodelic rock 60s? será?) bem stoner rock porém sem o robot rock do QotSA.

Para mim, tem uma música que rola uma associação direta ao Britpop. Violão, guitarra, bateria cadenciada com uma letra boa e refrão grude, está é "Lucky Man" - a fórmula que o Oasis explora e vomita à exaustão. Por outro lado, eles usam muito do experimentalismo e de paquera com outros gêneros do rock, visto "Come On" é um flerte fatal com Hard Rock e "Deep Freeze" - uma faixa escondida do cd - é totalmente lo-fi.

O disco todo é bom, não há decaimento de qualidade. O Verve soube criar um disco que você pode indicá-lo ou presenteá-lo e dificilmente a pessoa não achará bacana. Alias, vou deixar uma citação do que o site gringo Pitchfork Media diz a respeito deste album: "Recommended uses for Urban Hymns-- reading Tolkien, making love, driving at night through Kentucky/Scottish hills, any old time you're tired of the chug and drag of modern rock."

Agora, deixando um prévia de um futuro post, eu considero o "Urban Hymns" e mais dois discos, um do Blur e outro do Oasis, como o tripé do Britpop. Haja visto que quero fazer uma série de posts sobre "Duelos Musicais", Blur e Oasis entraram nesse contexto pela história de quem seria a maior banda de britrock do planeta. Enfim, papos para outro texto.




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