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Rage Against The Machine no Brasil

Categoria: , , , , , por Mestrolho - domingo, outubro 10, 2010

Rage Against The Machine se apresenta no palco Ar do festival SWU - Flavio Moraes/G1

Dia 09/10/2010 ficará marcado como o dia em que a banda que mais aguardei para ver ao vivo fez um show em solo brasileiro.
O show foi no festival SWU, na fazenda Maeda, em Itu. A organização do festival deixou a desejar em vários pontos, como nas filas absurdas para tudo, demora no atendimento e má disposição dos atendentes nos bares, além de alguns incidentes durante o show.

O festival dispôs dois palcos iguais, um ao lado do outro, onde as bandas do line up se alternavam quase que sem intervalos. Para garantir um lugar bom para ver o RATM, tive que aturar o show dos Los Hermanos a 10 metros do palco, onde permaneci mesmo com o show do The Mars Volta acontecendo no palco ao lado. Aliás, apesar de os músicos serem muito bons, The Mars Volta é um som muito experimental para o meu gosto, ainda mais pra se ouvir ao vivo. (Curiosidade: durante o hiato do RATM, Zack de la Rocha gravou um cd com Jon Theodore, ex-baterista do Mars Volta, sob o nome de One Days As A Lion).

Depois de alguns minutos após o fim da última apresentação, a grande espera foi encerrada de forma arrepiante ao som de 'Testify'.



Nesse momento eu estava em frente ao palco achando que ia morrer esmagado, até que algumas pessoas prezaram pela qualidade de suas vidas e saíram dali, deixando um pouco mais de espaço, mas nada que proporcionasse conforto.
A banda prosseguiu com seus hits clássicos até que em 'Know Your Enemy' o show foi interrompido por problemas na grade que dividia o público com o palco. Menos um ponto pra organização.
Após essa parada, retornaram com a fodástica 'Bulls On Parade', e logo na seguinte, 'Township Rebellion', novos problemas. O som para o público desapareceu, ficando apenas o retorno para os músicos, que ao invés de pararem, prosseguiram normalmente, fazendo com que parte da platéia cantasse aos berros para substituir os alto-falantes, e parte endossasse o coro de "SWU, vai tomar no cu", seguido por "Ei, Globo, vai tomar no cu". Ao término desta música tivemos mais tempo perdido para que pudessem arrumar o problema, o que fez com que o que seria a música seguinte (se compararmos o set list com que eles vêm tocando em outros festivais), 'White Riot', um cover do The Clash, fosse excluída da apresentação. Menos outro ponto pra organização.

O show foi retomado com um rap mais leve pra acalmar a galera seguido por 'Bullet In The Head' e foi até 'Wake Up', quando Tom Morello vestiu um boné do MST e fez com que a Rede Globo cortasse a transmissão instantaneamente. Após isso a banda fez uma pausa e voltou para o bis tocando 'Freedom' e 'Killing In The Name', mostrando a predominância de músicas do primeiro álbum e encerrando o show magistralmente.

Apesar dos problemas e talvez pelo fato de eu ser fã incondicional, o show foi sensacional. Não teve nada de efeitos especiais, nada de fogos, a mesma imagem da estrela vermelha no telão a noite toda. Teve sim a velha pegada e atitude que fizeram o nome do Rage Against The Machine no mundo todo, o que é mais do que necessário para fazer uma apresentação de gala.


SET LIST

1. Testify
2. Bombtrack
3. People Of The Sun
4. Know Your Enemy
5. Bulls On Parade
6. Township Rebellion
7. Bullet In The Head
8. Calm Like A Bomb
9. Guerrilla Radio
10. Sleep Now In The Fire
11. Wake Up
Bis:
12. Freedom
13. Killing In The Name






 


A TODO VOLUME

Categoria: , , , , , por Ênio Vital - domingo, setembro 13, 2009

"It Might Get Loud" é, de longe, um dos documentários mais interessantes sobre música que já ouvi falar. Ele estreou em Setembro de 2008 no Festival de Toronto no Canadá e, semana passada, começou no circuito comercial dos EUA. Sabe-se-lá se virá para o Brasil(creio que virá direto em DVD) ou só nos restará torrent. Enfim, deixarei-os informados sobre isso.

Reunir três ícones de gerações diferentes: Jimmy Page, The Edge e Jack White. De antemão, cria uma curiosidade(e ansiedade?) para assistir o documentário de Davis Guggenheim, diretor de "Dia de Treinamento" e "Uma Verdade Inconveniente". Mas, mais só que os nomes, a forma como é abordado o tema também é melhor. Os três falam de sí, sobre sua época, de como tocam, de que formar conseguiram serem prestigiados em suas respectivas contemporaniedades.

Jimmy Page, fala por sí só, guitarrista de uma das maiores e mais influentes bandas de rock, o Led Zeppelin, vai do rock ao blues, da distorção para o acústico, um guitarrista eficiente, técnico, improvisador, enfim... sem tutibiar, eu falo: não fez uma música ruim nessa vida.

The Edge, tecnicamente, eu não sou muito chegado ao U2, apesar de sempre tê-los ouvidos e conhecer um ou dois discos deles, não vou falar muito e me conter ao que fala o proprio Press-Kit do site do documentário, onde retratam ele como um guitarrista que exarcebou no uso de vários efeitos ao mesmo tempo para criar uma atmosfera dentro da música. Isso foi muito usado pelas bandas que vieram logo após eles.

Jack White, é um guitarrista da minha época. Sou fãzaço dele. Tenho todos os discos do White Stripes e do Raconteurs. Uma constatação disso, dos seis discos que lançou com o White Stripes, três deles ele ganhou o prêmio Grammy de melhor disco alternativo. Sabe o que fazer com uma guitarra, tem uma noção ferranha de como montar uma melodia e hits.

Agora, imagine os três, numa sala... trocando conversa fora sobre seus causos, tocando suas músicas um na frente do outro, falando sobre música. Pois bem, eu tambem estou com vontade de ver. Vamos aguardar, a todo volume, por eles.

 


Gasolina Paulistana

Categoria: , , , , , por Ênio Vital - sábado, maio 30, 2009


cool

Sempre quando você não dá nada pelo rolê, é quando ele mais te surpreende.

Estava eu, num sábado X, sem ânimo para muitas coisas. Já tinha feito sexo a manhã inteira, nada mais me importava para o resto do dia. Não queria balada ou ficar na botecagem por muito tempo, mas algo era preciso ser feito!

Logo, fui para um reduto que é um misto dos dois: a Casa do Mancha.
É ali em Pinheiros, numa viela, uma casa com um quintalzinho, um cômodo coberto para banda e um banheiro. Bem intimista e aconchegante para um ambiente com... sei la! uns 60~70 metros quadrados.

O bar é honesto. Preços camaradas, breja e drinks doces tropicais. O legal é ter uma prima do lado de lá do balcão atendendo você, isso lhe dá uma certa vantagem sobre as demais pessoas.

Bom, eis que estou lá, e eu já fui uma ou outra vez e dessa vez teve comanda, colar havaiano, canudos temáticos havaianos, enfim... quase uma festa temática. Logo, por dedução, eu perguntei "Pô, que banda vai tocar? Vai ser surf music, né?" - como disse no começo, eu fui por ir, pra ver minha prima, tomar uma breja e falar merda... o que viesse além disso, era lucro. A mina que parecia ser ou era wannabe de hostess me disse que ia ser o Gasolines.

Nessa hora, eu fiquei meio apreensivo porque uma mina-da-vida é amiga dos caras e ela poderia estar lá. Por sorte, ela não foi. Pode parecer que coincidências em São Paulo são pequenas e que isso é uma síndrome de perseguição, mas uma vez que o meu vizinho da minha casa em Monte Alto aparece no recinto e ele nunca tinha havia ido lá, tudo é possível!

Bom, o show começa. Os caras são extremamente técnicos; o foda da música instrumental como um todo é que você tem que marcar o ritmo da música de alguma forma para lembrar quando entra tal riff ou solo, pois tudo fica mais fácil quando se tem um vocal, a cada trecho da letra da música você sabe quando e como fazer o que. Enfim, surf music é na sua grande maioria ausente de letras e com os Gasolines não foi diferente. Mas lá estão eles, os quatro integrantes quase que sicronizados balançado a cabeça para manter o ritmo. Isso é uma externação de como os caras são bem afiados!

Eles começaram em 1993, têm quatro albuns. Infelizmente, não tive tempo para ouvi-los e descobrir qual é o melhor. Porém, no tramavirtual, há todos e estão disponível para download as músicas e com mais informações respeito da banda, o link é: http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=1781

A inquietude deste que vós escreve, o levou a procurar na internet mais informação sobre a referida banda e acabei por descobrir uma organização à la maçônico das bandas nacionais de surf music, a tal Reverb Brasil. Nunca tinha ouvido falar e prometo fazer um post escrevendo mais sobre isso logo menos. Lá há conteúdo de muita coisa, porém escolhi uma compilação deles -muito boa por sinal! - feita em 2003, mas só lançada em 2006 para ser a cereja do bolo deste meu post.



01. As concubinas mecânicas do Dr. Karzov - Retrofoguetes
02. Destrua meu chip quando eu morrer - Go!
03. Octopunch - Orestes Prezza
04. Pigrizia - Gasolines
05. Kozmic Gorillas - Kozmic Gorillas
06. Triste fim de Josefel Zanatas - Cochabambas
07. Surfista anônimo - Maremotos
08. 120 - Netunos
09. ET de Varginha - Estrume’n’tal
10. Vegas - Ambervisions
11. Sadomasofucker - thesurfmotherfuckers
12. Ultimate - Huntington Bitches
13. O avanço da robótica - Retrofoguetes
14. Visite nossa cozinha - Ambervisions
15. Kursk, o submarino atômico - Limbonautas
16. Tubarão - Estrume’n’tal
17. Fuca bala - Cochabambas
18. L’@ - Orestes Prezza19. Maremoto - Maremotos
20. Salve Silvio - Limbonautas21. Aloha, Pancho! - Netunos
22. El duelo de chiuauas - thesurfmotherfuckers
23. Sunbathing - Kozmic Gorillas24. Amperagem máxima - Go!
25. Fetiche bizarro - Huntington Bitches
26. Ojos negros - Gasolines


Download pelo site Reverb Brasil

 


Shows de meio de ano

Categoria: , , , , , , por Mestrolho - domingo, maio 17, 2009
Nos meses de junho e julho teremos alguns shows gringos interessantes em São Paulo.

Dia 19 de junho a banda indie britânica The Kooks se apresenta no Via Funchal, com preços que variam de R$ 140,00 a R$ 200,00. Eles tem dois CDs lançados, Inside In/Inside Out, de 2006, e Konk (que conta com um segundo CD especial, RAK) de 2008.

The Kooks

Dia primeiro de julho um show que com certeza eu irei. The Gutter Twins, o projeto atual de Mark Lanegan, ex Screaming Trees e Queens Of The Stone Age, e Greg Dulli, ex Afghan Whigs e Twilight Singers, se apresentarão no Bourbon Street (ainda não sei os preços). A dupla tem um album, Saturnalia, de 2008, e um EP que foi lançado ainda no mesmo ano, Adorata. E é bem provável que no show toquem também músicas de suas bandas anteriores.

Dulli e Lanegan

E no dia 18 de julho a cantora estadunidense Cat Power trará suas músicas depressivas ao Via Funchal, com ingressos variando de R$ 60,00 a R$ 300,00. Ela virá acompanhada da banda Dirty Delta Blues para promover seu album mais recente, Jukebox, de 2008.

Charlyn Marie Marshall, mais conhecida como Cat Power
 


The hottest band in the world!

Categoria: , , , , por Mestrolho - quarta-feira, abril 08, 2009

Gene, Eric, Tommy e Paul - Daigo Oliva/G1


Nunca fui de ouvir muito KISS. Não tenho nenhum CD deles, não acompanhei grande parte de sua trajetória. Conheço o essencial, mas sempre fiquei impressionado com o poder que eles sempre tiveram perante os fãs, principlamente no palco. Não que a sonoridade de suas músicas fique melhor ao vivo, que é o caso dos Ramones, mas pelo fato de que mais do que uma banda para ser ouvida, o KISS é uma banda para ser vista.

Comecei a me preparar para o show (que faz parte da turnê Alive 35, por causa dos 35 anos da banda) na noite de segunda-feira, assistindo pela 37º vez ao filme Detroit Rock City. Já na terça, depois do trabalho passei em casa, peguei uma cerveja e comecei a via sacra do transporte público, uma esfirra no metrô São Bento, carona e trânsito, que durou das 17:30 até 21:00, até a entrada no Anhembi no fim do show da banda de abertura, a paulistana Dr Sin.

Deu tempo de comprar ficha pra pegar cerveja, mas não de pegar a cerveja, já que tinha acabado no bar, ao mesmo tempo em que foi estendida no palco uma bandeira gigante do KISS ao som da famosa frase que sempre inicia seus shows (You Wanted the Best, You Got the Best! The hottest band in the world, KISS!). Ao cair a bandeira o show começou com muita pirotecnia e 'Deuce', que foi seguida por 'Strutter', para então Paul Stanley dar as boas vindas ao público de quase 40 mil pessoas.

O show foi marcado pelas músicas mais famosas (que como a própria banda diz, é o que o público quer ouvir), muita pirotecnia, efeitos especiais, linguadas do Gene Simmons e interação com a platéia. Já no início do show Gene Simmons aparece segurando uma espada com o cabo em chamas, cospe fogo e crava a espada no chão do palco. Do caralho!

Muito foda também quando Gene, Paul e Tommy se alinhavam no palco e se moviam harmonicamente enquanto tocavam seus baixo e guitarras, e quando Paul começou a tocar 'Stairway To Heaven', antes de interromper para tocar 'Black Diamond' e logo após a música ápice da primeira parte, 'Rock And Roll All Nite'. Após um tempo de luzes apagadas voltaram para o bis com uma bandeira do Brasil para tocar algumas das músicas mais clássicas.

Vale dizer que cada um dos integrantes tem o seu momento de destaque, que começou pelo solo de Tommy Thayer, que foi muito bem conduzido, e finalizado disparando tiros de rojão pela guitarra. Depois de um tempo foi a vez de Eric Singer fazer um solo de bateria que empolgou o público, coordenando os sons do instrumento com efeitos das bombas espalhadas pelo palco. Gene Simmons e Paul Stanley deixaram suas peripécias para a segunda parte do show, com Gene fazendo um solo de baixo, vomitando sangue e voando com a ajuda de cabos de aço para a parte de cima do palco, de onde tocou 'I Love It Loud'. Paul Stanley também usou cabos de aço, mas para voar sobre o público e cantar 'Love Gun' de uma plataforma no meio da platéia. Após isso voltou para o palco para fecharem o show com 'Detroit Rock City'.

Posso dizer que valeu cada centavo do ingresso. É mais que um show, é um espetáculo. E com os caras na idade que estão, sei lá se eu teria outra oportunidade...

Setlist
01. Deuce
02. Strutter
03. Got To Choose
04. Hotter Than Hell
05. Nothin' To Lose
06. C'mon and Love Me
07. Parasite
08. She
09. Tommy Thayer solo
10. Watchin' You
11. 100,000 Years
12. Eric Singer solo
13. Cold Gin
14. Let Me Go, Rock 'N' Roll
15. Black Diamond
16. Rock And Roll All Nite
Encore:
17. Shout It Out Loud
18. Lick It Up
19. Won't Get Fooled Again
20. Gene Simmons Solo
21. I Love It Loud
22. I Was Made For Lovin' You
23. Love Gun
24. Detroit Rock City
 


RADIOHEAD - Fechando a década

Categoria: , , , por Ênio Vital - terça-feira, março 31, 2009
Eu quero ter uma banda de róque só para ter um palco desses

JUST A FEST foi o festival que todo mundo estava esperando. Posso dizer que a ansia demasiada em cima do Radiohead não era em vão. A contagem regressiva dos dias para o show foi feita de forma lenta e a ansiedade foi ficando maior a cada nova banda que anunciavam no line-up. Eis então que o dia 22 de março de 2009 chegou.

O local era gigantesco, foi o mesmo lugar onde aconteceu os shows do Iggy Pop & Stooges, Sonic Youth e Flaming Lips em 2005. Infelizmente, naquela época, eu não pude ir ver porque no dia seguinte ao show eu teria que fazer o vestibular mais filha da puta que existe em solo tupiniquim: Fuvest. Com dimensões de uns quatro campos de futebol, muitas pessoas conseguiram assistir as atrações sem muvucas e com espaço suficiente para dançar.

A noite foi aberta pelo Los Hermanos, eu não assisti pois estava preso no trânsito nessa hora, porém pelo depoimento de amigos que assistiram, eles disseram que os cariocas fizeram o típico show: Camelo travado e Amarante alucinado. Sinceramente, depois que eu assisti um show em Campinas que o Amarante deu um MOSH na platéia e solou a música "Incondicional" em cima da galera, nenhum outro show deles será melhor. Logo, gostei de saber que a banda fez um show genérico, não perdi nada.

Ao chegar dentro do lugar e ver o palco, uma leva de bolhas de sabão aparecia por todos os lados e foi bem nessa hora que o Kraftwerk começou a tocar. Eu sempre soube que eles são os bisavós da música eletrônica, mas eu queria era ver eles ao vivo, assistir a perfomance visual em palco. Esses caras me provaram que conseguem fazer uma frase virar hit e foi constado, registrado em cartório e autenticado em três vias que o Daft Punk não bebeu da fonte, mas sim se embreagou dos quatro alemães doidões para fazer música eletrônica.

Hora de pegar breja, mijar e encontrar amigos. Não tive problemas com bebida, aqueles vendedores ambulantes com caixas térmicas de ferro fizeram a presa! Sem fila, sem andar muito, sem muvuca. Eu até vi banheiros químicos, mas eu sou claustrofóbico e, além disso, lá era gramado e muito aberto e o banheiro biológico é sempre mais legal. Nesse show, eu descobri como meus amigos são da música alternativa. Em um leve chute por baixo, eu devo ter encontrado umas 50 pessoas entre conhecidos e amigos. Muita gente maluca e sedenta pelo show, nem parecia que a hora tinha chegado.

O Radiohead subiu em palco e algo apocaliptíco começou. Eu fiquei hipnotizado pelo palco durante umas três músicas, uns jogos de luzes incríveis naqueles cilindros. Eu tinha que chegar perto para ver como era aquilo. Me afundei no mar de gente até chegar uns 20~30 metros do palco - nota: eu tava com DOIS copos de cerveja e consegui ir até lá numa náici - e nessa hora eu me dei conta da presença de palco do Thom Yorke. Parecia que ele estava possuído pelo capeta chupando manga virado do avesso, não parava um minuto.

Eu sabia que o show teria mais de duas horas de duração, então voltei para onde estava meus amigos, ficamos do lado das cervejas, trocando idéias, dançando e fazendo parte da história. Foi um show que não decepcionou nenhuma expectativa, muito pelo contrário foi digno de superar todas elas. Esse era o retrato estampado no semblante das pessoas ao sair de lá.

SET LIST DO SHOW EM SÃO PAULO
15 Step (In Rainbows)
There There (Hail To The Thief)
The National Anthem (Kid A)
All I Need (In Rainbows)
Pyramid Song (Amnesiac)
Karma Police (Ok Computer)
Nude (In Rainbows)
Weird Fishes/Arpeggi (In Rainbows)
The Gloaming (Hail To The Thief)
Talk Show Host (B-side - Trilha Sonora do filme Romeu e Julieta)
Optimistic (Kid A)
Faust Arp (In Rainbows)
Jigsaw Falling Into Place (In Rainbows)
Idioteque (Kid A)
Climbing Up The Walls (Ok Computer)
Exit Music (For A Film) (Ok Computer)
Bodysnatchers (In Rainbows)

Encore 1
Videotape (In Rainbows)
Paranoid Android (Ok Computer)
Fake Plastic Trees (The Bends)
Lucky (Ok Computer)
Reckoner (In Rainbows)

Encore 2
House of Cards (In Rainbows)
You and Whose Army (Amnesiac)
True Love Waits (I Might Be Wrong)/Everything In Its Right Place (KidA)

Encore 3
Creep (Pablo Honey)

As fotos foram tiradas pelo meu amigo Gustavo Fernandes e cedidas gratuitamente para o Over-tunes
 


Abril Bruto

Categoria: , , , por Mestrolho - quinta-feira, janeiro 29, 2009
Pois é pessoal, abril será um bom mês para gastar dinheiro em shows. Estão confirmados Kiss e Motörhead! Uma bela oportunidade pra quem sempre quis ver o espetáculo com fogos, sangue, línguas e et cetera do Kiss e a brutalidade do Lemmy Kilmister e seus amigos (se é que ele tem amigos).





As turnês englobam Kiss em São Paulo dia 07/04 e no Rio de Janeiro em 08/04 e Motörhead em Goiânia dia 12/04, Belo Horizonte em 15/04, Recife em 17/04 e São Paulo dia 18/04. Os preços em São Paulo variam de R$ 170 (pista) a R$ 350 (pista vip) no show do Kiss (Arena Anhembi) e R$ 120 (pista) a R$ 200 (camarote) para o show do Motörhead (Via Funchal). Estudantes pagam meia, mas parece que no show do Kiss a meia-entrada será limitada a 30% da capacidade do local.
 


Festival Contato

Categoria: , , , , por Mestrolho - terça-feira, outubro 14, 2008
Do dia 8 ao 12 desse mês rolou em São Carlos a segunda edição do Festival Contato. Era para o Pierre fazer esse post, já que é o grande fã do Mudhoney, mas o fanfarrista não foi.

Como descrito no site do evento:
O CONTATO – Festival Multimídia de Rádio, TV, Cinema e Arte Eletrônica é um projeto da Universidade Federal de São Carlos que fomenta o cenário cultural de nossa região e busca desenvolver integração em torno de atividades artísticas.
É composto por apresentações gratuitas de música, cinema, instalações de arte eletrônica, atividades de formação e de aperfeiçoamento de profissionais nas áreas abrangidas.

Fiquei muito orgulhoso por a UFSCar organizar um evento desse porte, com uma banda como o Mudhoney tocando de graça. Gostaria de ainda estar na minha época de estudante da querida Federal para acompanhar o festival inteiro, parece ser bem interessante, mas como agora faço parte do proletariado em São Paulo, só pude comparecer para as apresentações musicais do domingo (na verdade cheguei sábado à noite, mas não rolava mais nada, então fomos pro bar).

Depois de ver um pedaço do jogo do Brasil e tomar uma cerveja pela cidade, cheguei no meio da apresentação da banda cuiabana Macaco Bong. Os caras fazem um rock instrumental que não fica preso a um estilo único. É um som agradável de se ouvir.

Em seguida, foi a vez da ótima banda são-carlense The Dead Rocks. Os caras fizeram recentemente uma turnê pela Europa e ainda têm shows na Argentina em novembro. Também fazem música instrumental, mas seguem mais um estilo surf music/rockabilly, lembrando algo de Dick Dale And His Del-Tones, tanto que tocaram Misirlou para fechar o show.


The Dead Rocks (sem foco mesmo)

Logo após se apresentou no outro palco King Automatic, a banda francesa de um homem só. O cara grava algumas coisas antes de começar cada música, como gaita, teclado e etc, coloca isso numa repetição e acompanha cantando, tocando guitarra e bateria (ora com os pés, ora com o braço da guitarra no chimbal). Digamos que a coordenação motora do cara é muito boa e o resultado é até interessante.


O francês King Automatic

De volta ao palco da Episcopal, era hora de Mudhoney! Eu já estava meio high depois de tomar quase um fardo de Itaipava, mas o Mark Arm entrou parecendo mais louco que o Jeremias (se não estava alucinado ele finge muito bem). Cantou a primeira música inteira com determinação, mas não percebeu que o som do microfone não ia pro público. Problema resolvido já na segunda música, e a banda que está completando 20 anos de carreira pôde fazer seu show com a mesma empolgação de quando estavam criando o grunge. Tocaram os clássicos e músicas do novo album, The Lucky Ones, por aproximadamente uma hora e meia, com um bis de umas quatro músicas. Até ensaiei entrar na roda quando tocaram Suck You Dry, mas lembrei da minha canela pós show do Megadeth e achei melhor não fazer isso.


Mudhoney (Guy Maddison, Mark Arm, Dan Peters e Steve Turner)

Sem dúvida o melhor show do dia, mas mal acabou, já pegamos a estrada e voltamos pra São Paulo. Afinal, segunda-feira era dia de trabalhar de ressaca.
 


rock & load - parte I

Categoria: , , , por joselito - terça-feira, outubro 07, 2008
Acabou o mês de setembro e eu ainda não escrevi sobre este grande acontecimento.
Bom, antes tarde do que nunca.
No dia 6/09, aconteceu a primeira edição do Orloff Five, inaugurando a temporada de shows internacionais em SP. O festival contou com a presença de Vanguart, Melvins, The Plasticines, The Hives e o DJ Tittsworth. Como tem muita coisa pra ser contada, farei por partes.

O FUNERAL VIKING

Tudo começa na quinta-feira, dia 4. Sessão de autógrafos dos Hives. Confesso que nunca fui muito de pegar autógrafos, nunca achei que fossem mais do que pedaços de papel, mas como o Hives é uma banda de que sempre gostei e os caras estavam tão perto, ali na FNAC Paulista, resolvi dar uma passada lá para conferir, eu e mais um camarada. Confesso que fiquei surpreso quando cheguei à fila: não esperava tanta gente. Tinha desde nego usando camiseta do Bob Marley até os sempre convenientes e adorados emos, acho que mesmo se fosse uma sessão de autógrafos do grupo Los Del Rio eles estariam lá.

Depois de um pouco mais de uma hora, adentramos o auditório armado na cafeteria da FNAC e lá estão eles. O guitarrista-doidão Nicholas Arson até pareceu gente boa, mas o resto dos caras parecia que tinha acabado de beber uma dose dupla de caipirinha de água sanitária. Coisas de rockstar. Mas na verdade minha expectativa estava voltada para o debate no dia seguinte: Buzz Osbourne, Dale Crover e Michael Azerrad.
[1]

THE BUZZ SHOW

Na sexta-feira, quase ninguém na fila, o que sem dúvidas foi melhor, pois a capacidade do auditório estava reduzida para 60 pessoas. Às 19h em ponto, surgem Buzz Osbourne, Michael Azerrad, André Barcinsky (um dos organizadores do Orloff Five) e para surpresa geral, o lendário baterista Dale Crover.

Buzz e Dale começaram falando sobre o difícil começo. "Começamos tocando aonde nos deixassem tocar. Restaurantes, lugares que serviam panquecas...". Michael, biógrafo do Nirvana e autor do ótimo livro "Our Band Could Be Our Life", também lembrou que o Mission Of Burma, que no início dos 80's era uma das únicas bandas da cena punk, gravava e distribuía os albuns por conta própria, e quase nunca havia lugares para tocar. "Lembro que na época, a única coisa que rolava nas college-radios era Emerson, Lake & Palmer e Queen", disse Michael, seguido por alguns risos contidos na platéia.
[2]

Se este era o panorama das rádios universitárias na época, como aconteceu o contato dos três com o punk? Azerrad foi o primeiro a responder: "Meu contato com o punk foi quando conheci o dono da maior, ou da unica, loja de discos punk em londres, 'boy'. Na inglaterra o punk ainda nao tinha tanto destaque, a unica coisa falada sobre eles era que eles queriam matar a rainha & stuff like that. Na época, também líamos a Creem Magazine. Sempre havia umas matérias sobre os Pistols e sobre gente esquisita em geral". Dale ainda completou que Buzz teve um importante papel neste aspecto. "Buzz gravava várias fitas para todo mundo. Sex Pistols, Clash, The Damned...". Dentre as pessoas incluídas nesse "todo-mundo", estava ninguém menos que Kurt Cobain.

"Sim, fui eu quem introduziu Kurt à música punk", disse Buzz, em tom de arrependimento. Em seguida a esta declaração, alguém fez uma pergunta sobre como Buzz e Dale se sentiam com a ascenção de várias bandas de Seattle ao mainstream e paralelamente, o Melvins ter ficado em segundo plano, de certa forma. As respostas foram secas e diretas:

"Nirvana? DEAD!"
"Malfunction? Great band, but half of the band is DEAD!"
"Soundgarden? AUDIOSLAVE!"
"Alice In Chains? The guy died and it took two months for people noticing he was DEAD!"

Esta foi somente uma amostra do humor negro de King Buzzo. Lá pro final do debate, alguém perguntou: "Todos estes caras morreram, e vocês ainda estão ai. O que leva vocês a continuarem?"
Dale respondeu com uma sinceridade de dar inveja. "Se não estivéssemos na banda, provavelmente estaríamos fritando hamburguers no McDonald's". E Buzz finalizou, ainda mais sincero: "Eu não. Eu tentei trabalhar lá quando era adolescente mas não me deixaram".

To be continued...
[2]

Créditos das fotos:

[1] UOL
[2] Pierre
 


GAS Festival

Categoria: , , , por Mestrolho - segunda-feira, setembro 08, 2008
Rolou no último sábado a segunda edição do Guaraná Antarctica Street Festival. O evento contou com a apresentação de vários skatistas famosos (Danny Way, Sandro Dias, Bob Burnquist), artistas de rua e quatro bandas (Strike, Charlie Brown Jr, Pitty e Bad Religion). Pena que só uma me agrada.

Então vamos aos fatos no meu ponto de vista. A estrutura montada pela organização foi muito boa. O palco enorme foi digno de grandes festivais (pena que três tosquices cantaram lá em cima) e os horários foram cumpridos quase que com perfeição, rendendo uma cena muito boa, quando o tempo de apresentação do Charlie Brown Jr já tinha acabado e o Chorão, como sempre se achando o cara, quis fazer mais um de seus dircursos frouxos cheio de blá blá blá e a organização cortou o microfone dele. Pra ficar melhor só faltou alguém jogar um limão no fera.

Um ponto negativo foi que só podia beber cerveja dentro de um cercado, o qual chamavam de Bar 18+. Aconteceu que enquanto Strike, Charlie Brown Jr e Pitty se apresentaram eu fiquei me embebedando lá dentro. Até que às 22:30 chega a vez da Bad Religion subir ao palco.


Jay Bentley e Greg Graffin, da Bad Religion - Marcelo Soubhia/UOL

E eles mostraram que apesar de estarem tiozões ainda mandam muito bem. Como em todo show fiquei esperando algumas músicas que não vieram, mas muitos clássicos foram tocados, a começar pela música de abertura (que geralmente é sempre do álbum mais recente), 21st Century. E ainda teve Punk Rock Song, American Jesus, Come Join Us, A Walk, Generator e muitas outras que fizeram parte da minha adolescência em Panorama/Dracena. Me fez lembrar da época em que eu ia de calça big toda fudida pra escola e reclamava de tudo. Bons tempos...
 


one night, two drinks

Categoria: , , , , , por Ênio Vital - sexta-feira, julho 11, 2008


Não sou muito de comentar baladas alternativas de São Paulo, falar da cena indie de lá é deprimente porém há raras excessões em toda regra. Uma dessas e que mereceu ser digna de nota foi o tal do GuiFest, aniversário do Guilherme Barrela que, um indie-mor da cena paulistana e não iremos nos extender nisso, promoveu um mini-festival indie bem bacana no studiosp.

Por motivos distintos, duas mulheres me quiseram me levar na festa. Eu até fiz um pouco de resistência de que só teria gente blasè, que as bandas seriam todas um porre e blablabla. Por fim, uma delas me falava que eu ia adorar a banda de post-rock mineira de BH enquanto a outra dizia que meu esqueleto não pararia de chacoalhar com uns tiozões cariocas.

Sempre achei Minas um celeiro de bandas que seguem uma fórmula X para fazer música e não para post-rock ou gente indie. E o Rio, então? Nem se fale! Tirando a anomalia subhumana chamada Los Hermanos, nada poderia sair de lá.

Pois bem, vivendo e aprendendo, perder o medinho e preconceito faz parte. As duas bandas foram boas em um festival que marcou uma miscelânia de sons. Seguindo pelo line-up, perdi o show do duo paulistano de música eletronica National, peguei o vibrante e último show do Mowgli! and the Robot Affair no Brasil, um adolescente que veio de intercâmbio para cá e resolveu fazer um projeto punk-folk colocando distorção em seu violão e tocando quatro acordes bem rápidos - segundo eu e minha bola de crystal de baixo do braço, tem tudo para botar o som no myspace e a gringaiada pirar.

Costantina começa a tocar, a tal banda post-rock mineira veio mostrar seus truqes para a platéia, começa a contemplação que em todo show desse gênero merece: "uh-uh" aqui a colá, batidas de palmas, essas coisas. Mas eu sou uma eterna mulher de malandro do hurtmold e, se forem para se intitularem post-rock, quero ver caídas abruptas na construção dos acordes sonoros, reviravoltas e metais o que... não aconteceu. Senti muita progressão no som deles e, quem me conhece pessoalmente, sabe que prog nunca me fez liberar seretoninas.

Entrou Contra-Fluxo, um sexteto de: quatro MC e dois dee-jays que erraram todas as viradas e batidas. Vou pular essa parte porque por mais que eu goste de hiphop, o som, o papo e a presença de palco deles ficaram muito aquém.

Pronto, última atração da noite.
Algumas passagens de som, uns tiozões com rosas desenhadas no escudo de suas guitarras e, definitivamente, os cariocas não sabem como ser indies por mais que tentam acabam sempre sendo pessoas engraçadas sem quererem ser engraçadas. Assim é a aparência de Do Amor. Nessa hora, eu já estava pronto para tudo. Tinha visto de tudo um pouco mesmo mas isso foi um ledo engano.

Quando esses malditos começaram a tocar, minhas pernas ficaram em estado calamitoso de movimento e chacolhamento. Como, naquele dia, tinha acordado seis da manhã, de ressaca, pegado 5 horas de viagem em ônibus não aguentei ficar de pé e dançar pois era bem provavel dançar uma lambada no dancefloor.
Eles fazem um som dançante à la calypso-indie-rock-sem-joelma e letras cômicas! O quarteto todo toca muito bem e cada um tem uma música para cantar, o que não faz com que haja um frontman ou algo do tipo. Pretendo poder resenhar um disco em breve deles para poder dizer mais e melhor. Por enquanto, eles tem um EP lançado que, no show, só tocaram uma música desde compacto.

Espero que, ano que vem, o nível não caía.

O mais legal disso tudo é que, no fim da noite em um buteco da augusta, uma mina anarco-punk deu uma bicuda no cú da outra mina que, puta merda!, nem eu conseguiria acertar com tanta precisão, força e técnica! Fiquei embasbacado!
 


FO DI DO

Categoria: , , por Ênio Vital - quarta-feira, julho 02, 2008
POR ESSAS E OUTRAS QUE VOU NO SKOL BEATS!!!
JUSTICE REMIXANDO SMACK MY BITCH UP

hahahahahaha
ctrl c ctrl v do blog da ka